Acesse o Portal do Governo Brasileiro   
Página inicial
Voltar Voltar | Home 
Notícias

Annan cita o Brasil como exemplo de combate à Aids (FOLHA DE LONDRINA - PR) - 3/6/2005
Outros Jornais

 

Secretário-geral da ONU alertou ontem que a epidemia de Aids cresce ''acelerada'' em todos os continentes e pediu por ajuda financeira

São Paulo - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, afirmou ontem que a epidemia de Aids cresce ''acelerada'' em todos os continentes e pediu por ajuda financeira e política para interromper o avanço da doença até 2015, de acordo com o cronograma da instituição.
Em um discurso para representantes de 127 países, Annan disse que a ''responsabilidade global'' sobre a Aids é ''significante'', mas ''insuficiente'' porque ''não atinge a epidemia em termos de escala''. Segundo ele, os esforços realizados para tratamento e prevenção também são insuficientes.

''Apenas 12% das pessoas que precisam passar uma terapia anti-retroviral em países pobres ou em desenvolvimento estão recebendo a ajuda necessária. E enquanto os mais jovens especialmente as mulheres são mais da metade dos infectados, a maioria não tem acesso às informações sobre como prevenir a doença.
Brasil- Annan disse ser possível quebrar o ciclo de infecção do HIV e interromper a expansão da doença, citando como exemplos o Brasil, Camboja e Tailândia, países que implementaram programas de prevenção eficazes. Mas para reverter a aceleração da doença até 2015, é preciso que doadores internacionais repassem mais investimentos aos países mais afetados pela doença.
De acordo com o órgão, a luta contra a doença na África o continente mais afetado pela Aids tem tido seus primeiros resultados, mas os US$ 8 bilhões que devem ser gastos esse ano são insuficientes. Seriam necessários US$ 16 bilhões de investimentos anuais.
A conferência foi organizada para discutir os avanços obtidos pela ONU a partir dos objetivos propostos em uma sessão especial realizada em 2001, que estabeleceu uma redução de 25% na expansão da doença entre pessoas com idades entre 15 e 24 anos, reduzindo também a proporção de crianças infectadas em 20%.
Folhapress

 
Mais notícias